Quem sou eu

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Nasci em Pres. Prudente, me formei em jornalismo pela Unesp de Bauru. Morei quatro anos nos Estados Unidos, onde estudei Inglês na Rutgers University of Newark - New Jersey. Completei 20 anos de carreira trabalhando nas redações das TV's Bandeirantes, SBT, Record e afiliadas da Rede Globo. A maior parte do tempo como repórter. Também dei aula de redação jornalística na Universidade Federal de Mato Grosso - Cuiabá. Nos últimos cinco anos fui editora de texto da TV TEM de São José do Rio Preto. Atualmente sou Assessora na Secretaria do Meio Ambiente. Tenho um interesse profundo pela poesia. Na fila para edição estão um livro de poesias e um infantil. O poema "Dilata" postado nesse Blog foi pra fase regional do Mapa Cultural Paulista. O romance "A queda da Manga" foi uma das quatro obras selecionadas pelo 'Concurso Nelson Seixas' de fomento à Cultura de Rio Preto. Gosto de gente simples, verdadeira. Do mesmo jeito que curto interagir com as pessoas, também fico muito bem sozinha.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Único no mundo

Conversa horas comigo
Ri, chora
Dá exemplos sem demora
Pede ajuda, agradece
Vê sentido em uma prece

Na loucura se debate
Mergulha fundo, rejeita o mundo
Nega padrões noite e dia
Entorpece a rebeldia

Fala da família
Dos erros de uma geração
Coloca as falhas humanas
No mesmo caldeirão

Entende de circuitos
De máquinas, de sistemas
Se  impressiona sobre o tanto
Que a vida é pequena

Decifra o pobre

Contesta o impuro
Aponta a santa
Arrebenta o muro

Encontra sabedoria
Desvenda um mantra
Interpreta  caminhos
Mas não se encanta

Em vez de somar
Corpo e mente
Vive olho por olho
Dente  por dente

Domina o discurso
Imagina o novo milênio
Me ensina sobre as moléculas
De carbono e  oxigênio

Num flash de  contradição
Diante da alma cética
Diz que ama a vida
Mas não consegue
Enxergar a ética

Se ocupa de vazios
Que deve explodir ou preencher
Se apavora todo dia
Com o duro amanhecer

Propaga  a verdade
Construída na dor

O homem que amo é assim
Um furacão no mundo
Uma razão latente
De sensibilidade gritante
Num caos silente

Enquanto sofrem os outros com a busca
Ele sofre com a certeza
De tudo aquilo que sente


domingo, 7 de agosto de 2011

Fio de prata


Há coerência na loucura
Fina como um fio de prata

Ora intensidade
Ora apatia

Extremos opostos
No pavor da noite
À luz do dia

Ora sangue
Ora riso

Ora nada

Do silêncio gritante
Os loucos fazem morada

Celebram o caos
Se desprendem do chão

Trazem a  razão
(aos outros) obscura
E  revelam sempre
A cortante  procura

Sem compreender
Medianos buscam em vão
Encontrar os segredos
Que os loucos tem na mão

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Lú(dica)

A vida é lúdica
Desvendar segredos
Ganhar e perder
Não são apenas
Circunstâncias
Mas sim regras

Quem entende isso
Curte melhor o jogo